Nesta terça-feira (30), numa tarde de muito sol e bons ventos, o prefeito de Marataízes, Toninho Bitencourt, fez duas importantes inaugurações: entregou a Pracinha das Crianças, na Praia Central; e a conclusão da primeira fase da nova orla da Praia de Lagoa Funda.
Pra lá das entregas, os eventos também tiveram importante significado político. Em alto e bom tom, Toninho manifestou apoio incondicional à pré-candidatura a governador de Ricardo Ferraço (MDB), fiando-lhe a grande maioria dos votos da cidade. “Em Marataízes, todos são Ricardo”, disse.
Ricardo, que prestigiou os eventos, acompanhado do presidente estadual do Podemos, o deputado federal Gilson Daniel, do deputado Allan Ferreira (Podemos), e do secretário estadual de Turismo, Victor Coelho (PSB), não só agradeceu como retribuiu o carinho recebido do público com um discurso bem-humorado e descontraído, lembrando de suas raízes maratimbas. “Aqui nessas praias passei os melhores verões de minha vida”.
Quem observou o vice-governador, ou melhor, quem está acostumado a ouvir com atenção seus discursos, percebeu uma aura diferente naquelas palavras. Talvez seja o espírito natalino, a virada de ano, ou a alegria de quem sabe mais do que disse. Fico com a última.
Não só os ventos de Marataízes, mas também a brisa suave que sopra sobre todo o Espírito Santo (com trocadilho) vêm contribuindo para acelerar a candidatura de Ricardo Ferraço, que segue no rumo e ritmo certos. E tem no timão ninguém menos que o governador Renato Casagrande (PSB) no auge de sua popularidade.
É possível que o vice-governador tenha números ainda não revelados, indicando que a bússola de sua pré-candidatura esteja bem calibrada. Aqui no sul do estado vejo que já está madura a percepção de que Ricardo é a melhor aposta entre os pretendentes ao Palácio Anchieta. O bairrismo local guarda memória na história e ganhou tração.
Não sou Mãe Diná, não jogo búzios, tampouco vasculho os astros, mas pressinto algo de bom no coração de Ricardo. Uma espontaneidade diferente, uma leveza que agrada, resumida em quatro palavras ditas por ele: “Os sonhos não envelhecem”. Deve ser apenas instinto de jornalista, mas nunca errei de panela ao fazer o pirão e não coloco dendê na moqueca.
Voltando pra Cachoeiro com a patroa, matutei e lembrei de que dia desses, ali no hotel do Cirenes, um amigo me falou de borboletas, queria jogar no bicho. Olhei pra ele, pensei muito, e mandei essa: “joga 15 na cabeça”.
Até!








