Polêmico, controverso e histrião. São muitos os adjetivos que podemos computar ao senador baiano Magno Malta (PL-ES). Todavia, se tem algo de admirável que podemos atribuir-lhe, é a fidelidade carnal ao bolsonarismo, muito bem alicerçada numa amizade de longa data com o ex-presidente.
No mandato do capitão, quando foi escanteado na composição do ministério, aguentou firme, sem esperneio. Recolheu-se e manteve a atividade política sempre em consonância com o governo que o preteriu. Soube permanecer calado, mesmo com a mágoa de haver negligenciado a própria campanha ao Senado para dar suporte à eleição do Messias.
Foi Magno também que esteve ao lado do então candidato Jair Bolsonaro quando este foi esfaqueado por um militante do Psol. Rezou na alcova do moribundo pedindo pela cura. Depois, foi dos poucos escolhidos que tiveram o privilégio de comemorar a vitória na própria residência do eleito.
A conta chegou. Tudo indica que será o candidato a governador ungido pelo bolsonarismo, fazendo palanque para Flávio Bolsonaro (PL). As conversas estão em curso e adiantadas. Medições de gaveta, vazadas no meio político, já o colocam competitivo, com parte considerável dos votos dos eleitores capixabas. Vem forte.
A julgar pelas últimas eleições e pela consistência do conservadorismo no seio da população espírito-santense, Magno Malta chega fácil ao segundo turno, atrapalhando os planos da tríade formada por Lorenzo Pazolini (Republicanos), Arnaldinho Borgo (PSDB) e Paulo Hartung (PSD), que trafegam pela tortuosa e malfadada terceira via.
Sem fazer alarde, Magno já está incomodando. No bolsonarismo mais duro, seu nome é dado como certo e não mais uma promessa. Carrega ainda no bornal os votos evangélicos, que estão com o lulismo no ‘gogó da ema’. Para completar, tem oratória viril contra um STF desmoralizado, envolto em corrupção, fato que fura as bolhas da esquerda e da direita, e que certamente será tema das eleições.
Enfim, o efeito Magno pode derrubar o castelo de areia canela-verde e ser um espinho na garganta da turma da ilha. Quem achava que a eleição por aqui seria de uma lógica cartesiana, previsível, melhor tirar o burrico da chuva. Vem grandes emoções por aí.
Se o Murilo Couto fizer uma música então… ninguém segura “Meu Amigo Magno”.
Até!






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