Até amanhã, quando o quadro político deve se definir aqui no Espírito Santo, ninguém dorme de toca. As últimas peças estão se acomodando. Até aqui foram muitos os balões de ensaio para testar a opinião pública e ver a quantidade de oxigênio que cada candidato teria para os últimos dois meses de uma campanha prematura.
Nesse momento, vejo uma direita tentando se reinventar. Guerino Zanon (PSD) vai disputar com Carlos Manato (PL) o protagonismo da oposição. Erick Musso (Republicanos) e Felipe Rigoni (UB) saem da disputa e formam uma coligação com Patriota e PSC apenas para o Senado. Nesse caso, com Erick sendo o candidato.
Rigoni disputa a reeleição para a Câmara Federal. Esses partidos vão liberar as candidaturas proporcionais a apoiarem quem quiserem para o governo do Estado. Sérgio Meneguelli, ex-prefeito de Colatina, que desejava o Senado, recua e disputa uma vaga para deputado estadual.
Vejo Renato Casagrande (PSB) com larga vantagem sobre seus adversários. Tem acertado em suas decisões, a última delas optando pelo cachoeirense Ricardo Ferraço (PSDB) para compor sua chapa majoritária. Malgrado a turba que esperneou com a escolha, Ricardo refrigera a coligação, que andava com a temperatura elevada devido ao atrito com a centro-direita, representada no arco de alianças do governador por vários partidos políticos. Entre esses, o PP e o próprio PSDB.
Além de aproximar o governador de um segmento que lhe era hostil, a decisão afasta a ameaça de uma debandada de quadros importantes, caso optasse por ceder a vaga de vice ao senador Fabiano Contarato (PT). Foi caso pensado e repensado, de um Renato Casagrande maduro e disposto ao diálogo mais franco com a sociedade. Atitude que andou faltando no atual mandato. Com isso, passou ao largo da imbecilidade daquele embate político fraticida do “nós contra eles”.
Acertou ainda mais porque manteve o PT por perto e praticamente garante o apoio – no caso de um segundo turno – da federação partidária formada por Rede e Psol, que hoje está com o ex-prefeito de Serra, Audifax Barcellos (Rede). Ou alguém acredita que Rede e Psol vão dar apoio ao Carlos Manato (PL) ou qualquer outro candidato mais à direita na hora em que a onça for beber água. Assim como o PSB, esses partidos dão sustentação à candidatura de Lula (PT) no andar de cima.
Sei que é cedo para um prognóstico preciso. Assim como as nuvens passam ao sopro do vento, a política tem um voo imprevisível, quase mágico. Melhor seria para o governador liquidar a fatura logo no primeiro turno. Tem oxigênio para isso. Uma segunda rodada pode ser contaminada pela disputa nacional e complicar as coisas. Mesmo assim, se fosse apostar, marcaria o 40 na cartela da sorte. Bingo!
Até!










