Não me passou despercebido. A homenagem concedida ao setor brasileiro de pedras naturais, em Brasília, nesta quarta-feira (11), longe de ser apenas uma sessão de salamaleques, teve um simbolismo político importante no contexto eleitoral capixaba. O vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), umbilicalmente ligado a este segmento empresarial, foi um dos homenageados.
A sessão solene, proposta pelo deputado Evair de Melo (PP), ocorreu no mítico Plenário Ulisses Guimarães do Congresso Nacional, num ambiente onde o bolsonarismo que produz predominou. E quem a presidiu foi ninguém menos que o deputado Josias Da Vitória, líder da bancada federal capixaba e que, por aqui, tem a última palavra da federação formada pelos partidos Progressistas (PP) e União Brasil (UB), noiva cobiçada por gregos e troianos no pleito que está por vir.
Evair e Da Vitória são bolsonaristas de carteirinha. Fazem parte, assim como Ricardo Ferraço, da direita que vislumbra um estado mais responsável do ponto de vista fiscal; e mais pujante, no aproveitamento econômico e social de suas potencialidades.
É o bolsonarismo que vem sendo chamado de “moderado” por Flávio Bolsonaro (PL), que não cultua como se fossem partituras de uma seita religiosa os dogmas ideológicos levados a cabo pela ala mais dura do conservadorismo. Essa ala dura é representada no Espírito Santo pelo senador Magno Malta (PL), que ensaia candidatura ao governo do estado, e traz embarcada uma fatia de 20 % do eleitorado capixaba.
Consolidada, a candidatura de Magno tem dinamite suficiente para explodir a do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Outra consequência da aproximação iminente do bolsonarismo que produz à campanha de Ricardo Ferraço é o esvaziamento político do bloco de Pazolini, já cambaleante após a desistência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de concorrer à Presidência da República. “Derramou água fria no prefeito fogoso”, confidenciou-me um cacique republicano.
Consonante, o recente e enigmático agrado recebido por Pazolini do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), no carnaval da capital, não me parece suficiente para evitar uma debacle anunciada. Com a devida vênia à expressão, aquilo me pareceu mais um ‘samba do crioulo doido’.
Por fim, o apoio do bolsonarismo de resultado traz para o bojo da campanha de Ricardo conceitos que, diga-se de passagem, também permeiam o projeto do vice-governador, calcado numa economia com ritmo e num estado de bem-estar social com rumo.
Até!








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