O caso do soldado da Polícia Militar que espancou a própria companheira, também policial, no meio da rua, no último sábado (21), gerou forte repercussão nas mais altas esferas do governo estadual. O governador Renato Casagrande utilizou suas redes sociais na noite de domingo (22) para condenar as agressões praticadas por Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos.
Em sua publicação, o chefe do Executivo capixaba usou as palavras “crime” e “covardia” para classificar o episódio, que ocorreu no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Casagrande também afirmou que determinou a imediata investigação de todos os fatos.

Relembre a brutalidade

A confusão aconteceu no estacionamento de um atacarejo, logo após o desfile de um bloco de carnaval. Imagens e relatos da ocorrência mostram que a vítima, de 26 anos, foi retirada à força de dentro de um carro, sendo puxada pelas pernas pelo agressor. Ela caiu de costas no chão e ainda recebeu um tapa no rosto antes que seguranças e populares tentassem intervir.
Na delegacia, a vítima relatou um histórico de abusos e controle financeiro por parte de Marcelo. Segundo o boletim de ocorrência, ele fazia ameaças frequentes de morte e dizia que atiraria na mão e no joelho da companheira para deixá-la “aleijada”, ameaças que teriam sido devidamente comprovadas por mensagens de WhatsApp.
A fúria de Marcelo não se restringiu à companheira. Quando a guarnição da PM chegou ao local para atender a ocorrência de “briga generalizada”, o soldado demonstrou extremo desrespeito e agressividade.
Ele empurrou os militares para tentar continuar batendo na mulher, xingou a equipe e fez ameaças de morte. Diante da resistência, a polícia precisou usar spray de pimenta e bastão. O descontrole foi tamanho que Marcelo chegou a dar um soco em um dos militares durante a tentativa de algemamento, quebrando os óculos do agente. Foram necessários quatro policiais para contê-lo.
Prisão e Inquérito
Marcelo foi autuado em flagrante pela Polícia Civil por lesão corporal, injúria e ameaça (todas enquadradas na Lei Maria da Penha), além de ameaça, resistência e desacato. Ele foi transferido para o presídio militar, localizado no Quartel do Comando-Geral da PM, em Maruípe, e aguarda audiência de custódia.
A Polícia Militar confirmou que a vítima já solicitou medida protetiva de afastamento. A Corregedoria da corporação vai instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as irregularidades, o que pode resultar em sanções administrativas, penais e até na exclusão do soldado dos quadros da polícia.





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