Sábado, 13 de abril de 2024, fui ao Festival Velho Bandido, em Cachoeiro, celebrar o querido cantor e compositor Sérgio Sampaio, no bairro Independência, onde morou. Chego e encontro amigos.Cidade interiorana é assim: encontramos vidas-carregadas de saudades, lembradas nos rostos sorridentes dos conhecidos. Antes de começar os shows comprei um chope e conversei com o amigo Roberland Fabre.– Ei Marcelo.– Ei Magda, respondi.Continuei conversando com o Roberland. Logo, Magda volta e fala: – Marcelo, desculpa interromper, posso te contar uma história?Magda é da conhecida família Herkenhoff.– Lógico, Magda.A bela e grande casa da família Herkenhoff fica no bairro independência.– Agulha, com outro mendigo, bateram palmas do lado de fora da casa. Contou Magda.A irmã achou que eles queriam comida e foi ver. Agulha e uma outra pessoa com aparência de mendigo procuravam a casa onde mora Sérgio Sampaio.Augusto, irmão da Magda, incrédulo, olhou e falou: – Quem está com o Agulha é o Raul Seixas!Roberland, admirado, comentou: – Que história doida é essa, Marcelo!Raul Seixas, sensível e observador, escolheu passear com a parte bondosa da cidade. As calçadas, antigas moradoras, dizem que as pessoas mais significativas de Cachoeiro são as moradoras de rua, vendedoras ambulantes e as “doidas”.Citarei algumas: Agulha, O Moringueiro, Geraldo Babão, as Marias Fumaça e Gasolina, o Sorveteiro Delicioso e o emblemático Neném Doido. Único vivo e mais alguns não citados.Que honra para Rauzito conhecer Agulha. Nosso bondoso “Maluco Beleza”. Patrimônio Histórico da Pequena Cachoeiro!