Hoje, em um telejornal de grande repercussão, mostraram a reportagem de uma feira de livros lá em Porto Alegre. Me chamou a atenção uma reportagem sobre livros ter espaço na TV, em uma época na qual políticos corruptos, falsificação de bebidas ou chacinas nas favelas têm ocupado as manchetes no espaço nobre dos noticiários todos os dias.
Confesso que bateu uma inveja danada. Deveríamos criar o novembro em preto e branco para lembrar dos livros pelo menos uma vez por ano. Se desse certo, poderíamos ter novembro colorido também.
Temos tantos eventos que valorizam coisas tipo polenta, vinho, granito, moqueca, cerveja e outros tantos mais, então deveríamos lembrar dos livros com certeza.
Ah, estava me esquecendo que aqui em nossa cidade temos, ou pelo menos tínhamos, a Bienal Rubem Braga. Alguém sabe a data da próxima? Falta de dinheiro não deve ser, ou será por falta de público, que parece preferir futebol, carnaval ou eventos religiosos?
Não sei dizer, mas cultura parece ser como aquelas obras do governo que ficam enterradas e não rendem votos nas eleições.
Cada alcaide que entra na prefeitura parece não ter muito interesse nesse tipo de coisa. Sim, chamei de coisa um evento cultural, pois a outrora capital secreta do mundo parece estar reduzida à pré-idade média em matéria de cultura, embora eu acredite que tenhamos secretarias e secretários para cuidar disso.
Gostaria que o velho Rubem psicografasse uma crônica sobre isso e nosso Portal a publicasse, pois talvez assim conseguíssemos sensibilizar os mandatários sobre esse assunto fazendo uma grande divulgação já para o próximo ano.
Como diria a erudita Waleska Popozuda, beijinho no ombro galera….








