Depois de trinta e poucos anos, no dia 20 de maio de 2023 reencontrei amigos na aguardada festa Maratimba da Amizade. Dia histórico! Felizes, relembramos as nossas vidas-veranistas-maratimbas carregadas de saudades.
Assim que cheguei, filmando a festa o amigo e músico Marquinhos Marataízes, morador no Rio de Janeiro, falou:
– Fica atento. Vamos fazer um documentário e você vai escrever o texto relatando este reencontro.
– Vou ficar atento nada, falei. Vou é beber e farrear.
Foi o que fiz. Vivemos um dia inesquecível.
E agora, José?
a festa acabou,
a luz apagou
o povo sumiu,
e, a noite esfriou
e agora, José”?
Não teve jeito. Cada um voltou para a sua casa e sua cidade. O Camping-Bar Xodó, local da festa e nossa querida Marataízes, sem nossa euforia, continuam aqui. Mas onde formos as nossas tatuadas vidas maratimbas, fielmente, vão conosco.
Durante a festa, conversei com o querido amigo, morador em Cachoeiro, que tinha chegado da Europa, onde foi peregrinar a sua vida. Ele saiu da Catedral de Lisboa e, por 21dias, caminhou 634km, até Santiago de Compostela, Espanha. Precisando se retirar e reencontrar. Foi só. Talvez, tentando se fortalecer e compreender os caminhos sinuosos da vida.
Também nós, após décadas peregrinando, nos reencontramos na nossa Pérola Capixaba. Logo que nos vimos, enxergamos alegria e saudades. Reencontrados, depois da longa peregrinação do tempo, fizemos releituras das nossas vidas.
Felizes, maratimbamos liberdade e felicidade. Perfumados de maresia e inebriados de nós, voltamos abastecidos para fazer o nosso dever de casa: Soletrar a palavra Gra-ti-dão!









