Escola sempre foi espaço plural, diverso e organizado de forma a ensinar, cuidar e disciplinar o ser humano, não necessariamente nessa ordem e nem sempre com sucesso em sua missão.
Na década de 1970, havia em nossas escolas e liceus uma função não muito apreciada pelos alunos, mas que era a parte da sustentação de toda a estrutura da instituição aqui pelo nosso Brasil continental.
Era o bedel, um tipo de inspetor, orientador e vigilante do ambiente escolar. Figura bastante presente nos pátios, corredores e portarias dos liceus e escolas, ele reinava de forma quase absoluta.
Esse modelo de trabalho foi importado e adaptado às necessidades das escolas em nosso país, de forma a tornar possível as atividades dos professores em sua função principal de educar. Hoje as escolas mudaram e a educação tem atributos bem mais amplos.
Na escola do mundo, porém, a coisa está prestes a desandar, pois semana passada, mesmo sem ser contratado para isso, um camarada lá do hemisfério norte se auto proclamou o bedel do mundo, criando regras novas de comportamento, usando a temida e obsoleta régua como forma de disciplinar os pequenos e pobres, mas sempre condescendente para com os maiores e ricos.
Mesmo sem autoridade pra isso, o não reconhecido bedel do mundo entrou na Venezuela, uma escola pequena da periferia e sequestrou, a poder de sopapos e gritos, o diretor da mesma, um sujeito tão autoritário e desprezível quanto o bedel de que falamos.
Isso, claro, teve repercussão em todo o mundo, inclusive aqui em nossa escola Brasil, fazendo com que os diretores de outras escolas, temendo perder seus empregos, se unam para enfrentar o sujeito.
Pra variar, em momento algum o tal bedel do mundo e seus apoiadores pensaram nos prejuízos que acarretariam aos alunos, que viram suas atividades interrompidas e alteradas sem nenhuma consulta sobre o que pensavam. Dizem que o tal sujeito quer colocar as coisas em ordem como antigamente, a começar pela tesouraria e cantina, que é onde entra o dinheiro da escola.
Eu, de meu canto, fico pensando pra onde caminha o mundo, no qual um modelo de escola que já cumpriu e mal sua função no passado reaparece na figura de um brutamontes, que vem ameaçar todas as conquistas libertárias que as escolas do mundo, ainda que de forma precária, conseguiram nas ultimas décadas.
Martin Luther King, um educador e religioso lá da terra desse brucutu moderno, deve estar se retorcendo no túmulo. “Make América Great Again” é o que grita esse brutamontes de olhos claros e topete dourado…
Agora tchau, que Marataízes me espera, pois as escolas estão de férias.






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