Gosto de crianças. Se Deus criou algo melhor que criança, desconheço. Talvez seja pelo fato das crianças de minha rua me dispensarem um tratamento de iguais.
Dia desses estavam lá na Pracinha brincando de garrafão, quando faltou um pra completar a curriola e logo ouvi minha netinha dizendo: pera aí que vou chamar o vô Zé…. e veio mesmo. Daí a pouco estava eu correndo no meio deles, gostando, mas meio ressabiado, porém para eles parecia a coisa mais natural do mundo.
Outro dia minha filha, uma criança já adulta, estava com as crianças brincando de bandeirinha e faltava um para igualar os dois lados. Adivinhem quem faltava? Sim, adivinharam. Faltava aquela criança já bem idosa que mora frente à Pracinha. Mesmo não conseguindo acompanhar o ritmo deles e já com os batimentos acelerados, servi ao menos pra ser pego e ficar com a bandeirinha na mão, esperando ser salvo por um deles.
Ontem à noite, o Samuel andava de bicicleta e me perguntou pela Nicole. Eu não sabia, mas ele me olhou espantado, como se eu devesse saber onde estavam todas as crianças da rua. Desapontado, falou então: passa o olho na minha bike que eu vou lá na casa dela.
Assim, desse jeito, como se fôssemos da mesma idade. Voltou jururu, mas nem tanto que deixasse de fazer uma observação olhando pro céu e falando: Tio Zé, só tem uma estrela no céu. Por quê?
Só deu tempo de dizer a ele que tinha mais um montão, era só procurar. Vazei antes que me alugasse com mais alguma descoberta nova no céu ou porque identifiquei uma criança que conheci em minha infância.


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