Os cuidados paliativos ganham cada vez mais espaço nas discussões sobre saúde, especialmente diante do envelhecimento da população e do aumento de doenças crônicas e terminais. Mais do que tratar a doença, os cuidados paliativos buscam promover qualidade de vida, aliviar o sofrimento e oferecer apoio integral ao paciente e à sua família. Nesta entrevista, com a médica Luciana Cabral, vamos conversar sobre o papel fundamental dessa abordagem, seus desafios, mitos e a importância da escuta e do acolhimento no processo de cuidado.
O que o motivou a se especializar em cuidados paliativos?
Dra. Luciana: Cuidados paliativos foi algo que veio a acrescentar ao que eu já fazia. Como prática, o oncologista já faz muito cuidados paliativos devido à profissão, então, sentia a necessidade de oferecer isso com a qualidade maior aos meus pacientes e, por isso, optei por fazer a pós graduação em cuidados paliativos.
Como foi sua formação na área? Acredita que os cursos de medicina oferecem preparo adequado nesse campo?
Dra. Luciana: Sou formada na Faculdade de Medicina de Campos. Na época da minha graduação, isso nem era abordado. Falar sobre os cuidados de um paciente que infelizmente, não existem mais propostas de tratamento modificador de doença, era algo fora da nossa realidade.
Eu fui me deparar com a realidade dos cuidados paliativos na Residência Médica de Clínica Médica, no Hospital Evangélico. Me lembro que os médicos Dr.Pulido e da Dra Sabina eram preceptores e foram grandes inspiradores para mim.
Na minha visão, com o implemento da obrigatoriedade dessa disciplina nas grades curriculares irá fazer toda a diferença vindo a somar para que os formandos tenham mais consciência sobre a humanização nesse cenário e da necessidade de ter um atendimento com qualidade técnica para estes pacientes. É preciso entender que estes pacientes não precisam apenas do afeto, carinho mas, sobretudo precisam de técnicas adequadas de tratamento.
Qual é o papel do médico paliativista dentro de uma equipe multiprofissional?
Dra. Luciana Cabral: Ele é o conjunto, um serviço que é igualitariamente dividido nas suas importâncias entre a equipe multiprofissional em que todos têm voz. Não existe um médico sozinho fazer cuidados paliativos. Se isso acontecer, o cuidado será possivelmente inadequado, e quem vai sofrer é o paciente.
Como você define cuidados paliativos, em poucas palavras?
Dra. Luciana Cabral:Cuidados paliativos em poucas palavras é o cuidado por inteiro, enxergar o indivíduo em todos os seus aspectos, o que inclui também os aspectos espirituais. Então, não é um só segmento, uma parte da medicina que você vai fazer quando o paciente está moribundo. É sobre cuidar do indivíduo como um um todo, em toda a sua jornada, em todo o seu processo de adoecimento.
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