Estendo o tapete vermelho e com a devida reverência deixo-o entrar. Ele vem melodicamente dedilhando nossas vidas. Pleno, com a característica humildade, chega com autoridade. Conviver com ele é essencial para o bem-estar. Sem ele somos mesquinhos, pobres e tristes.
Humanista, se aproxima e estende a mão. Com atenção, olha, escuta, perdoa e pede perdão. Livre e amoroso, vê além das aparências. Preciso, abre o arco dos sentimentos e flecha o nosso coração necessitado. Sem imposição, simplesmente ama.
Aprendiz, observo os seus movimentos revolucionários. Paciente, me coloca na estrada e didaticamente, anda comigo de mãos dadas. Seguro, sigo por esse caminho mágico.
Paro para repousar, me olho no espelho e me enxergo feliz ao seu lado. Seu nome é Amor. Ele é professor e referência. Com carinho, me fala: – amando, você vai conhecer a justiça, que é irmã da paz. Nessa estrada, sem olhar para trás, calço meus pés e sigo.
Pelo caminho encontro pessoas de mundos distintos, com realidades diferentes. De mãos dadas, escuto ele falar baixinho: – cada um, com seus pés, faz o seu caminho. Com meus pés tortos, sigo aprendendo. Fora da caixinha mesquinha, sem preconceitos, o amor quer ser amado.
“Não falem de mim, só me compreendam”.











