A Casa Roxa Cultural realiza, a partir das 8h00 da manhã da próxima segunda-feira (24), a Ocupação Turístico-Cultural “Raízes que Conectam”, na Antiga Estação Ferroviária de Marataízes – atual Centro de Informações Turísticas.
A ação apresenta ao público capixaba os resultados do projeto Imersão Multicultural Amazônica – Turismo de Base Comunitária (TBC) de Manaus ao Sul Capixaba, contemplado pela Lei Paulo Gustavo – Multilinguagens / Funcultura / SECULT-ES, e chega ao município como um gesto de devolutiva territorial, valorização patrimonial e fortalecimento das políticas culturais e turísticas do litoral sul do Espírito Santo.
A programação da ocupação é gratuita e inclui diversas atividades articuladas entre si: a abertura artística com o Coral da Escola Municipal de Tempo Integral do Pontal, comunidade ribeirinha da Foz do Rio Itapemirim; a exibição do audiovisual produzido durante a imersão; o workshop formativo sobre Turismo de Base Comunitária aplicado à realidade de Marataízes; e a apresentação do artigo científico elaborado a partir das experiências vividas na Amazônia.
Além disso, o público terá acesso à exposição fotográfica “Raízes que Conectam” e à mostra de objetos tradicionais da Amazônia, que permanecerão disponíveis para visitação ao longo da semana, de 24 a 28 de novembro, podendo ser prorrogadas conforme o interesse popular.
A ocupação reúne uma coleção expressiva composta por 32 fotografias captadas e curadas por Guilherme Nascimento, gestor da Casa Roxa Cultural, pesquisador e responsável pelo artigo científico. As obras foram produzidas em formato 36×51 cm, revelando cenas do Centro Histórico de Manaus, da Comunidade Indígena Baré de Nova Esperança, das margens do Rio Cuieiras, da biodiversidade amazônica, de feiras e mercados populares, de práticas comunitárias, de patrimônios arquitetônicos e da urbanização amazônica contemporânea.
Também integram o acervo 14 objetos tradicionais, incluindo arco e flecha indígena, colares e pulseiras de sementes, boneca indígena em tecido, flor de madeira, artes em roxinho, flauta de bambu, bandeja magela, chaveiros de escama de peixe, miniaturas ribeirinhas e peças decorativas produzidas em comunidades indígenas da região de Manaus e na Comunidade Nova Esperança.
A pesquisa que originou todo esse material foi realizada por Juciane de Souza (proponente e coordenadora geral) e Guilherme Nascimento (curador e fotógrafo), com a colaboração de Yuri Dias (assistente técnico e piloto de drones) e Sara Simões (facilitadora de Libras e assistente de produção cultural).
A imersão amazônica foi estruturada em três etapas complementares. A primeira, em Manaus Histórica, percorreu o Porto de Manaus, o Mercado Adolpho Lisboa, feiras populares, o Largo e a Igreja de São Sebastião, o Teatro Amazonas e diversos casarios que revelam o patrimônio e as contradições urbanas da capital amazonense.
A segunda etapa, na Comunidade Indígena Baré de Nova Esperança, na RDS Puranga Conquista, foi a mais profunda e determinante. Ali, a Casa Roxa vivenciou atividades formativas e cotidianas com Tainã Kiririmbo, Gessiane (Pixuna), Anildo, Walmir (Tapira), Sônia (Tikiri), Jeane (Sipú), Juliana (Karapana), Suiany (Kunhã Myrym), Calisson (Garà), José e as matriarcas Maria Arlete e Hugulina.
A equipe participou de trilha ecológica, roçado, produção de farinha e açaí, canoagem, oficinas de grafismo e biojoias, culinária comunitária, noite cultural e práticas tradicionais, compreendendo o Turismo de Base Comunitária como modo de vida, sustentabilidade e autonomia coletiva.
A terceira etapa, chamada Manaus Contemporânea, integrou visitas técnicas ao INPA, ao CIGS, ao MUSA, ao Shopping Manauara (com sua reserva natural interna), à Feira Coronel Jorge Teixeira, à Ponta Negra, ao Mirante da Manaus Moderna, ao Encontro das Águas e a áreas de observação de fauna amazônica. Essa fase permitiu refletir sobre urbanização, desigualdades ambientais, turismo de massa, tecnologia, pesquisa científica e desafios ecológicos.
A conexão construída na Amazônia também se fortaleceu por meio da aproximação com o projeto Braziliando, conduzido por Tereza e Ana, mãe e filha que se tornaram referência nacional no Turismo de Base Comunitária e receberam o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, o mais importante do país. A imersão da Casa Roxa, realizada por outra dupla de mãe e filho — Juciane e Guilherme — também revela essa simetria afetiva e comunitária entre territórios populares, expressando a força das famílias que impulsionam o turismo sustentável no Brasil.
A escolha pela Antiga Estação Ferroviária como local da ocupação carrega forte simbolismo. Trata-se de um patrimônio histórico significativo, por muitos anos subutilizado, que volta a receber vida, arte, cultura, turismo, educação e convivência pública. É uma ação que reativa a memória coletiva e dá novo sentido ao espaço urbano, promovendo o encontro da cidade com sua história.
A Ocupação “Raízes que Conectam” é uma realização da Casa Roxa Cultural, Ponto de Cultura do Brasil e integrante da Rede de Espaços Culturais do Espírito Santo, com acompanhamento da servidora estadual Beatriz Moreira, da Secretaria de Estado da Cultura.
A iniciativa conta com parceria da Secretaria Municipal de Turismo e da Secretaria Municipal de Cultura de Marataízes, e registra reconhecimento ao secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha, e ao governador Renato Casagrande pelo fortalecimento das políticas culturais por meio da Lei Paulo Gustavo e do Funcultura.
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