por Guilherme Nascimento
Você já ouviu falar de um fungo que toma o corpo de uma formiga e transforma ela numa marionete viva? Parece cena de terror, mas é ciência. E agora, com o mundo mais quente, desigual e frágil do que nunca, essa história — que antes era de bicho — começa a olhar de volta pra gente.
Na série The Last of Us, um fungo mutante domina o cérebro humano, transforma pessoas em zumbis e diz: quem manda agora sou eu. É claro, é ficção. Mas é uma ficção que bebe da realidade. E como toda boa obra de arte, ela nos alerta.
O mundo real tá cheio de perigos invisíveis. Não é só guerra, tiro ou bomba. O que ameaça a humanidade, hoje, também é aquilo que não se vê: vírus, bactérias, fungos, calor, negligência.
Pandemias não são coisa do passado. Elas estão vivas, mutantes, espreitando em florestas devastadas, em frigoríficos lotados, em rios poluídos, em esgotos abertos. A Covid-19 foi um tapa. Mas e o próximo?
Os fungos, antes inofensivos, começam a resistir a remédios. Por quê? Porque a Terra tá esquentando, e os fungos estão aprendendo a viver no nosso calor. Cientistas já encontraram fungos letais que sobrevivem a 37 graus — a nossa temperatura. Isso nunca foi comum. Mas agora é. E isso é assustador.
Mas não precisa virar paranoia. Precisa virar consciência.
É por isso que lavar bem os alimentos importa. É por isso que a casa precisa de ar, de sol, de limpeza. É por isso que saneamento básico é muito mais que política pública — é proteção da vida. E é por isso que arte também é saúde: porque ela ensina, alerta, provoca.
Aquecimento global não é só sobre calota derretendo. É sobre corpos adoecendo. É sobre dengue em regiões frias. É sobre fungos tropicais chegando na Europa. É sobre a Terra toda perdendo o equilíbrio, enquanto a gente finge que não vê.
E sabe o que é mais louco? Tudo isso pode virar enredo de série, de filme, de peça, de roda de conversa. Porque o conhecimento não precisa vir só de jaleco — ele pode vir de batuque, de poesia, de rap, de dança, de audiovisual.
Falar sobre os perigos da humanidade não é ser alarmista. É ser responsável. É ser artista da vida.
Porque quem vive em comunidade sabe: um corpo doente pode ser curado. Mas um mundo adoecido precisa de todo mundo pra se reinventar.
Então, que esse texto seja uma semente. Que ele entre pela porta dos curiosos, dos criativos, dos jovens atentos, dos educadores inquietos. Que ele gere perguntas. Que ele gere ações. Que ele gere autocuidado e cuidado coletivo.
Porque, no fim das contas, o verdadeiro antídoto contra o colapso… é a consciência.










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