por Zulmira Guimarães Fontes*
Quero falar da caminhada do Nikolas. Não foi apenas a caminhada do Nikolas: foi a caminhada do Brasil.
Muitas vezes o intento se torna maior que o intentor. Nikolas é um gigante, sem sobra de dúvidas, vai na política muito além da caminhada. Isso é certo e previsível. O menino está pronto: redondinho e com arestas aparadas. Vai abraçar um Senado confortavelmente, pra início de conversa.
A Caminhada é até mesmo comparada a de Gandhi, que caminhou 400 km de Ahmedabad até Dandi para protestar contra o monopólio britânico sobre a produção de sal, um símbolo da opressão colonial. Chegando, ele coletou um punhado de sal. E isso foi o início do fim de um monopólio.
Outra caminhada correlata aqui foi a “Marcha sobre Washington por Empregos e Liberdade”, ocorrida em 28 de agosto de 1963. Foram 250 mil pessoas à capital dos EUA para exigir direitos civis e econômicos para a população negra. Liderada por Martin Luther King Jr, o evento ficou mundialmente famoso pelo discurso histórico “Eu Tenho um Sonho” (I Have a Dream).
A caminhada iniciada por Nikolas começou solitária e cresceu dia após dia, pacificamente, com adesões de gente de todas as classes que fazem esse país. Gente solidária (um levava água, outros levavam pães e bolos, refeições, frutas, remédios, assistência e apoio. Teve até uma firma que levou picanha pra churrasco. Muitos políticos se uniram no impulso pró Brasil.
A Marcha pela liberdade ecoará. Nikolas continuou um legado inspirado por Olavo de Carvalho e moldado pelo exemplo de Bolsonaro, e essa caminhada apenas começou. Lotada. Debaixo de chuva. Espetacular!
Iniciada por ele tomou dimensões impensáveis num país acuado, perplexo com tanto caso de escândalos por dia. Todo dia um absurdo vindo da Corte.
Seria Nikolas o inconfidente mineiro da atualidade?












