Na semana em que Roberto Carlos completa 85 anos, uma memória preservada por quem viveu de perto a história do Santuário de Aracuí, em Castelo, no sul do Espírito Santo, ajuda a iluminar um lado mais íntimo do cantor: o da fé profunda, discreta e vivida longe dos holofotes.
Conhecido nacionalmente como o “Rei”, Roberto também é lembrado por devotos capixabas como um homem de religiosidade intensa, que esteve no santuário em pelo menos duas ocasiões marcantes. As visitas, feitas de forma reservada, aconteceram em momentos de oração, recolhimento e busca espiritual.
Quem relembra esses episódios é Ana Lúcia Campana Dias, de 70 anos, uma das pessoas que acompanharam desde o início a história religiosa do local e que testemunhou tanto as primeiras manifestações ligadas ao santuário quanto as idas de Roberto Carlos ao espaço.
“Eu não vi o Roberto como o Roberto Rei. Eu vi o Roberto como uma pessoa católica, de muita fé”, afirma Ana. “Ele buscou aquele lugar porque acreditou na aparição de Nossa Senhora. Foi uma coisa muito linda.”
Segundo ela, o cantor esteve no Santuário de Aracuí duas vezes, as visitas ocorreram em 13 de maio e 13 de agosto de 1999. Em uma delas, foi sozinho. Em outra, esteve acompanhado da então esposa, Maria Rita, em um período em que ela enfrentava problemas de saúde. Para Ana, a simplicidade do casal foi um dos aspectos que mais marcaram a experiência.
“A simplicidade do Roberto, a simplicidade da Maria Rita, foi muito marcante. Eu fiquei pertinho deles. A fé que o Roberto tem é inabalável. Ele tem uma fé imensa”, conta.
As visitas ocorreram sem divulgação pública. De acordo com Ana, apenas pessoas muito próximas da organização do santuário sabiam previamente da chegada do artista. A discrição, segundo ela, era uma característica natural do próprio cantor.
“Ninguém sabia. Só os mais próximos ficaram sabendo. Não foi divulgado que o Roberto viria, até porque ele é muito discreto”, relata. “Quem estava lá foi agraciado de poder ver o Roberto expressar a fé dele.”
Mesmo com a presença de equipe de segurança, o clima teria sido de tranquilidade absoluta. Não houve tumulto, correria, pedidos de autógrafo ou qualquer tipo de comoção típica da presença de uma celebridade do porte de Roberto Carlos.
“Não teve aquela gritaria, não teve histeria. Não teve pedição de autógrafo. Ele participou da missa como todos nós, normalmente”, diz Ana. “Ele não foi lá para aparecer. Foi como qualquer pessoa que vai ao santuário pedir ou agradecer.”

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