A Academia Cachoeirense de Letras (ACL), fundada em 19 de maio de 1962 e com sede em Cachoeiro de Itapemirim, elegeu três novas acadêmicas em reunião de seus membros realizada no dia 24 de setembro, no Palácio Bernardino Monteiro.
Foram eleitas Dandara Dias, Virgínia Pastore e Roberta Gomes, mulheres que representam diferentes frentes de atuação cultural, educacional e literária no município e que agora passam a integrar o quadro de imortais da instituição.
Dandara Dias, mulher negra, filha de lavradores, é professora, historiadora, artista, agente cultural, educadora social, ativista ambientalista e antirracista. Atua como Assessora Técnica da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, coordenadora diocesana da Pastoral Afro-Brasileira e ministra da Palavra na CEB’s Comunidade Nossa Senhora da Penha, em Itabira. É vice-presidente da Associação da localidade Pedra do Itabira e idealizadora de projetos como “Dandara Vive em Mim”, “Histórias que meus avós contavam”, “Kitanda Cultural”, “Sou da Quebrada” e “Espaço Cultural Dandara”, que mantém uma biblioteca comunitária. Integra o Coletivo Escritoras Cachoeirenses desde sua fundação.
Virgínia Pastore, nascida e criada em Cachoeiro de Itapemirim, é escritora, poetisa e colunista. Publica seus textos desde 2017 e, a partir de 2021, lançou livros de forma independente. Em breve, lançará seu primeiro romance, “Matadores de Deuses”. É também uma das coordenadoras do Coletivo Escritoras Cachoeirenses, grupo que vem se destacando na cena literária do município.
Roberta Gomes, psicanalista e psicopedagoga clínica, publicou em 2023, na Antologia Linhas Literárias, o conto infantil “O som que vem do Coração” e a crônica “Chuvas e trovoadas”. Em 2024, participou da Antologia Elas Poetas, lançada na FLIP-Paraty, com o poema “Com-Pulsão”. Ministra a oficina Palavras Musicais e atua como pedagoga social na escola de música Casa Verde. Contribui de forma eventual com textos para o Coletivo Escritoras Cachoeirenses.
A eleição de três escritoras que, além de suas trajetórias individuais, também colaboram em iniciativas coletivas de incentivo à literatura, evidencia a vitalidade e a renovação da cena cultural de Cachoeiro de Itapemirim, fortalecendo a presença feminina nos espaços literários da cidade.









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