As eleições serão apenas em outubro, mas os bastidores fervilham. A situação anda tão esquisita que morcego está dormindo em pé. Na disputa pelas 30 vagas da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), a expectativa é de que pelo menos quatro se elejam representantes do baixo sul do estado.
Como disse um amigo, haja coração! Vendo o cenário de hoje, até porque ainda falta muito tempo, percebo que alguns pré-candidatos fizeram boas largadas. Arrisco a dizer quem são: Victor Coelho (PSB), Allan Ferreira (Podemos), Peter Costa (Republicanos), Coronel Fabrício (PL) e Marcão Vivácqua (Podemos). Todos em partidos que oferecem boas condições matemáticas para se elegerem.
Vou resumir aqui o que disse em um grupo de whatsapp dia desses. “Na minha humilde opinião, as pautas da direita e da esquerda estarão centradas em Senado e Presidência da República. Parlamentares das esferas Estadual e Federal é rua (cabos eleitorais), evidência (visibilidade na mídia) e apoio dos prefeitos”.

Então, vamos caso a caso. Victor tem o recall de oito anos à frente do maior município sulino. Não bastasse, anda percorrendo os municípios como secretário de Turismo, levando sua grife a todos os cantos do estado. Em Cachoeiro, participa ativamente do debate político defendendo seu legado. Diria que quanto mais apanha mais cresce, igual massa de bolo. Tem bons cabos eleitorais e visibilidade de mídia. Falta apoio de prefeitos; o de Cachoeiro, nem pensar.

Allan Ferreira é daqueles políticos que têm carisma nato, que carrega embrulho e dá bom dia a pobre. É ativo nas ruas, prestativo, vai onde poucos vão. Foi firme em sua posição no último pleito municipal, quando apoiou Diego Libardi (Republicanos) para prefeito, mas soube se reaproximar de Ferraço e do próprio governador. Tem ótimos cabos eleitorais, mas falta-lhe visibilidade de mídia. Pode compensar isso caso consiga a simpatia do próprio Ferraço a sua pré-candidatura.
Peter Costa, prefeito de Mimoso do Sul, ganhou muita visibilidade e simpatia da população da região (e do próprio estado) pelo trabalho de assistência às vítimas da enchente que devastou seu município. É dos poucos prefeitos que conseguiu ultrapassar as próprias fronteiras e arregimentar apoio político extraterritorial. Um amigo resumiu assim: “Peter é leve, vai longe”. Se sair de Mimoso com o bornal cheio de votos, tem tudo pra voar mais alto.

O vereador de Cachoeiro, Coronel Fabrício, entrou com o pé direito na política e já fala grosso. Tem tudo para captar os votos do bolsonarismo cachoeirense, que são muitos. Deve herdar os que o Léo Camargo deixou marinando na cidade após o último pleito. Só esses, somados ao da caserna, já o elegeriam. Todavia, seu sucesso ou insucesso vai depender de não pisar em falso, de conseguir andar na teia sem ser picado. Acho que chega lá.

Por fim, temos o boa praça Marcão Vivácqua. Político de sete costados, acostumado a disputar eleições. Após os dois mandatos de vereador em Presidente Kennedy, andou batendo na trave. Tem boa capilaridade em Cachoeiro, mas suas melhores chances concentram-se no litoral sul: Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy. No quintal de casa, deve ter adversários fortes, como o ex-prefeito Tininho Batista, por exemplo. A se confirmar os apoios dos prefeitos Toninho Bitencourt e Geninho Alves, seria meio caminho andado. Falta visibilidade de mídia, mas tem café no bule. Pode surpreender.
Até!






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