Os últimos movimentos do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), levam-no ao encontro do governador Ricardo Ferraço (MDB). A participação conjunta em eventos no município canela-verde, com direito à troca de afagos e elogios, sinaliza uma aliança em formação que pode determinar o futuro das eleições de outubro.
Recente pesquisa do Instituto Perfil, publicada na imprensa estadual, revela que a pré-candidatura de Ricardo vai bem no interior do estado, especialmente na região sul, mas ainda tem um muro pela frente quando se trata da Grande Vitória. Furar este bloqueio é imperioso para o emedebista, daí a importância de Arnaldinho no jogo. Não só dele, aliás.
Com quase 80% dos votos vila-velhenses em 2024, Arnaldinho chegou a ensaiar candidatura própria ao governo, vestiu o uniforme e calçou as chuteiras, mas preferiu não entrar em campo. Percebeu que, para uma peleja estadual, só vontade política não basta. Havia o risco queimar capital eleitoral e ainda perder o controle de Vila Velha, ou seja, sair de cena e ser apenas mais um na multidão, como vem acontecendo com os ex-prefeitos canelas-verdes.
Em campo estavam jogadores mais experientes. Na ala direita, jogavam Ricardo e Magno Malta (PL); pelo meio, no centrão, corria o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), surfando na onda do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tinha esperança de ser o indicado de Jair Bolsonaro no pleito nacional.
A verdade é que estamos quase chegando em maio e o que temos de concreto é que o Republicanos de Pazolini, presidido no país pelo duvidoso Marcos Pereira, está feito piranha em beira de rio, esperando para ver quem joga mais carne. Esse comportamento me faz lembrar do Fabiano Contarato quando se elegeu senador com discurso conservador. Essa turma tem método.
Voltando ao Arnaldinho, vale anotar que ele, assim como o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB); o prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT); e Sérgio Vidigal (PDT), todos aliados de Ricardo, têm o desafio de mostrar o peso de suas lideranças na balança eleitoral de 2026. O resultado das urnas nos seus respectivos municípios vai definir quem se credencia para a partida de 2030, já que a reeleição é praticamente um instituto morto.
Até!






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