Começou nesta sexta-feira (20), em Piúma, a Assembleia Regional do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O encontro, realizado no Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), reúne pescadores, marisqueiras, agentes pastorais e lideranças comunitárias e segue durante todo o fim de semana com debates voltados à realidade das comunidades tradicionais, aos desafios enfrentados pela pesca artesanal e à defesa dos territórios e das águas.
Participam da assembleia cerca de 40 representantes dos dois estados, sendo aproximadamente 20 pescadores e agentes de Minas Gerais e outros 20 do Espírito Santo. Segundo a secretária executiva do CPP Regional Minas/ES, Irmã Letícia Aparecida Rocha, o encontro é um momento de avaliação da caminhada pastoral e também de reflexão coletiva sobre as lutas vividas pelas comunidades pesqueiras.
A programação desta sexta-feira começou com uma análise de conjuntura, momento em que os participantes refletiram sobre a realidade social, econômica e ambiental que afeta diretamente os territórios pesqueiros. Também foram debatidos temas ligados à Campanha da Fraternidade de 2026, que terá como tema “Fraternidade e Moradia”.
Durante a assembleia, pescadores também compartilharam experiências e relataram dificuldades enfrentadas em suas comunidades. Um dos depoimentos foi do pescador Euclides dos Santos Guilherme, de 50 anos, morador da comunidade Porto Grande, no município de Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo. Ele trabalha com pesca há 30 anos e relatou os impactos do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Samarco, em 2015.
O bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, destacou a importância do encontro para fortalecer a organização das comunidades pesqueiras. Segundo ele, é motivo de alegria para a Diocese receber o evento que reúne pescadores e marisqueiras de diferentes regiões.
Dom Luiz Fernando também chamou atenção para os impactos provocados por desastres ambientais e grandes empreendimentos sobre as comunidades tradicionais. Segundo ele, tragédias como rompimentos de barragens afetam diretamente a vida das populações que dependem dos rios e do mar.
“Além das vidas que foram perdidas nesses desastres, muitas comunidades que vivem da pesca acabam sendo profundamente prejudicadas. Os rejeitos liberados nos rios comprometem não só a pesca, mas também outras atividades tradicionais”, explicou.
A assembleia segue neste sábado (21) e domingo (22) com rodas de conversa, momentos de formação, partilha de experiências e encaminhamentos voltados ao fortalecimento da organização das comunidades pesqueiras e à defesa das águas, dos territórios tradicionais e da pesca artesanal.

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