À noitinha, na roça, as galinhas entram no galinheiro e vão direto para o poleiro – vara horizontal onde as aves se acomodam. Se instalam juntadas uma a outra, ordeiras e silenciosas.
Nós também, à noite, empoleirados na internet, vamos para nosso moderno galinheiro fazer os habituais descarregos.
Acolhedores e preparados manicômios hospitalares recebem milhares de postagens, revelando personagens fictícios nessa ilha da fantasia. Necessitamos postar e expor os nossos sentimentos. Eles são generais e comandam as nossas vidas subordinadas.
Recebemos ordem e atiramos para todo lado. Como num bom Faroeste, nós, os mocinhos, desejamos matar os bandidos que nos assombram e metem medo.
Depois de muitos tiros, como herói, soprar a fumaça do cano do revólver, rodar a arma com rapidez e guardar na capa presa ao cinturão. Por fim, nesse faroeste dos empoleirados, postamos nossas carências necessitadas de elogios, aí, nos achamos o Bom. E nunca o Mau ou o Feio!
















