Ainda menino, com meus pais e irmãos, íamos à praia em Marataízes. Do alto, na chegada e ainda dentro do carro, discutíamos quem avistava o mar primeiro.
– Eu vi!
– Não. Eu que vi primeiro!
– Não, fui eu!
Na Praia da Colônia, inocentes, brincávamos como crianças amparadas, sem protetor solar. Na juventude, comecei a jogar frescobol. Hoje, com os parceiros (as) e amigos (as), continuo jogando. Assim, vou escrevendo, jogando, vivendo e aprendendo.
Sentado nesses bancos escolares do Senhor Tempo, me observo aprendiz. Nunca fui bom aluno, mas gosto de observar. O didático, paciente e Professor Frescobol, com sabedoria, ensina lições de vida.
Humildade e paciência para abaixar e pegar a bolinha que repetidas vezes cai. Assim como nós quando caímos e levantamos dos tombos que tomamos pelos caminhos percorridos.
Motivação para persistir e recomeçar. Nesse jogo de solidariedade e companheirismo, criado pela natureza, nunca somos perdedores. Abraçados pelo mar, céu e o sol, somos todos vitoriosos. Quando cai chuva, durante o jogo, também é bom.
Determinados e solidários, procuramos facilitar para não dificultar o desempenho do parceiro. Sem competição não temos adversário, mas, sim, aliado. Com o olhar focado e cúmplice, para dar bom, valorizamos o parceiro.
Sem essa respeitosa e escassa atenção, que se chama diálogo, o jogo não dá liga e o bate-bola não rola. Se não houver essa química, o casamento praiano, sem alicerce, desmorona na areia.
Casais que gostam de dormir de conchinha fiquem atentos às lições pontuais do Professor Frescobol. Dormir na “pêla” dá ruim!
















